Ó bendito o que semeia livros, livros à mão


cheia... e faz o povo pensar!
O livro caindo n'alma é germe que faz a palma, é


chuva que faz o mar!


Castro Alves


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dever cumprido

Hoje recemos em nossa escola algumas autoridades além da secretária da educação, a secretária adjunto e algumas supervisoras, além de uma amiga especial para prestigiar os novos espaços de brincar para as crianças, a casinha - Lar Doce Lar e a Oficina do Bolinha. Foi gostoso mostrar para pessoas com quem convivi o trabalho desenvolvido em nossa escola, especialmente por ser uma realidade distante da que eu estava acostumada. A CV ficou impressionada com a delicadeza, os espaços do CEI e com suas afilhadas. Esta pôde confirmar meus comentários a respeito da creche e o tratamento destinado aos pequenos. A educadora que desenvolve um projeto (que funciona de verdade) de música cantou com as crianças, foi um sucesso! As crianças são tudo de bom em nossas vidas! É por elas que me esforço e cobro da equipe o melhor pois sei que momentos importantes ficarão marcados na memória dos pequenos. Pessoalmente lembro de situações passadas na escola que registrarei nos próximos dias...

domingo, 2 de maio de 2010

Perfil profissional

Que diário mais atrasado, não? Final de bimestre é assim mesmo. Planilhas de verificação da escrita, do desenho e do raciocínio lógico, devolutiva de semanários, visitas em sala de aula e outras atividades que requerem concentração e demasiado tempo (o que tem faltado). Mas a finalidade de minha postagem hoje é a reflexão sobre a intervenção/orientação a partir de observações feitas em sala de aula pelo coordenador. Por meio de visitas formais ou informais mapeei trabalho do professor e tracei seu perfil. Para a Educação Infantil, considero imprescindível  o dinamismo na abordagem de conteúdos. Então, vamos à metáfora:
Topa tudo por dinheiro: trabalha de manhã até à noite e não esquenta a cabeça. Faz apenas o necessário e nada mais.
Aquecedor de cadeira: mesmo com o maternal, consegue ficar sentado o tempo todo.
Chupim: nunca tem idéias próprias, vive copiando as coisas do colega, inclusive os registros.
Bombril: é animado, amoroso e criativo, tem mil e uma utilidades.
Maluf: rouba mas faz. Obviamente adaptado: aquele que reclama mas faz. Nem sempre é maldoso, porém, dificulta o trabalho. Por vezes até colabora para o crescimento da equipe uma vez que a faz buscar respostas.
Ressentido: foi tirado de função designada e dando ou não conta de uma sala, não perde a oportunidade de criticar os novos colegas;
Sensato: tem consciência de sua obrigação, trabalha em paz, colabora e expressa opiniões e críticas construtivas.
Enfim, conforme o perfil do professor, necessito ter habilidade em abordar/intervir em seu trabalho, sem criticá-lo, apontando ações que poderão colaborar para o desenvolvimento estratégico pedagógico, atingindo a totalidade de alunos. Este equilíbrio é fundamental para que o coordenador não seja conivente com atitudes indolentes mas também, evite apenas criticar sem sugerir mudanças. Neste sentido, a auto avaliação do coordenador é imprescindível.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Burrocracia

Por que será que nós humanos, gostamos de complicar as coisas? O tempo que gastamos com trâmites burocráticos nos faz viver menos, penso neste momento. Compreendo que o planejamento de ações faz-se necessário mas por quê colocá-lo no papel? Seria mais simples planejarmos, articularmos com os pares, delegar a quem de necessidade e pronto. Veja que maravilha! Quanta ilusão... O tempo da organização do plano de ensino já passou, tivemos um dia a mais para fazê-lo e cá estou eu, formatando, acrescentando, excluíndo, trocando conteúdos e estratégias de lugar, pesquisando outros planos na net a fim de verificar novidades. Na verdade, mais uma vez me decepcionei. Numa destas pesquisas, baixei a diretriz curricular da prefeitura de Santos. Não é que, "por coicidência" estava idêntica à nossa? O que será isso? Cabeças pensantes padronizadas nas duas prefeituras? Ou mero plágio de gestão anterior (e que permaneceu)? De qual das duas prefeituras? Fato é que, após dois dias de reunião na SEDUC, sendo a primeira de grande reflexão sobre conteúdos mínimos a serem abordados na rede educacional, pessoalmente, entendi que estes seriam pelo menos adequados. Não foi o que aconteceu. Acredito que eu entendi errado (mesmo havendo mais expressões como a minha na reunião, de que este documento não era prático para trabalho em sala de aula). Como afirmei em dado momento, esta primeira foi prazerosa tendo em vista que os coordenadores estavam a vontade, a supervisão agiu democraticamente demosntrando uma postura bastante agradável diante de todos. No segundo dia da reunião, o foco era estabelecer conteúdos mínimos a serem elencados. Ocorre que após listarmos alguns conteúdos, começamos a "estranhar" que parquinho, pintura com guache, escovação, brincadeira Cobra cega, fossem conteúdos. Obviamente eu e algumas colegas nos manifestamos o que não agradou muito. Mesmo assim, foi tirado um ou outro item destes, da lista de conteúdos. (ao nosso ver, estratégias). Não posso me ausentar de expressar o que acredito ser, mesmo porque represento professores e diga-se de passagem, ativos e não passivos. Portanto, colocaria "meu pescoço a prova". Não é que quando recebemos o plano-padrão na escola (o nosso já estava pronto, faltando ajustes), este estava quase que da mesma forma, antes da crítica construtiva (pois ninguém estava afrontando ninguém). Ou seja, não estava com as devidas correções feitas no momento da elaboração, nesta reunião? Na escola, minha diretora me situou sobre meu nervosismo em relação à polêmica do plano. Me senti  desrespeitada recebendo o documento da mesma forma, após dois dias de reunião. Não seria mais produtivo ter permanecido na escola? De qualquer forma, estamos organizando o plano, adequando o que é pertinente e rejeitando o que consideramos desnecessário. Só não quero ser censurada em minhas críticas, mesmo porque não estou desrespeitando nenhum profissional. E se eu estiver equivocada, tenho humildade suficiente para reconhecer meu erro, expressar desculpas publicamente e ponto.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Trabalhei tanto e parece que não fiz nada

Este dia foi, de certo modo atípico para mim dada a situação de abrigo na quadra da escola, de moradores atingidos pela enchente. Estes estavam sendo assistidos pela Assistência Social, com apoio da escola (Preparo da alimentação, inclusive no sábado e domingo, mediação nas relações sociais e articulação entre os setores.). Recebemos, eu e minha colega coordenadora, a dentista para conhecimento da escola e alunos a fim de desenvolver um trabalho de reeducação sobre a higiene bucal. Achei válido, considerando a necessidade de profissional especialista. Articulei a substituição de uma professora que faltou sendo que a que assumiu a turma, tinha vindo justamente para otimizar as áreas de estimulação como Artista Mirim, Casinha e Oficina. Ou seja, novamente foi adiado o trabalho. Até agilizamos, com a parceria de funcionários, mas não como havíamos planejado. A professora que havia se candidatado à substituição no início do ano, desistiu de fazê-lo, portanto, se não conseguirmos outra professora para substituir até quinta feira, esta que daria continuidade ao trabalho com áreas, ficará impedida de agir. Por isso que as coisas não saem do lugar! A semana anterior não houve aula devido ao alagamento do bairro, o que nos impediu de chegar à escola. Ficamos de mãos atadas! A próxima semana não haverá aula devido aos feriados, Conselho de Sala e Reunião de Pais e Mestre. E assim, passa o ano...
Após delegar funções, atendi uma mãe que solicitou ajuda com vestimentas para seu filho, para que este pudesse voltar a frequentar a escola, devido ter perdido seus pertences com o alagamento de sua casa. Garimpei algumas poucas roupas pois a maioria já havia sido destinada aos abrigados na quadra. O fato é que, por falta de roupa ele não faltará na escola. Na sequência, imprimi documentos na secretaria e, com toda esta movimentação, esquecemos de cantar o Hino Nacional e a solução foi executar a ação às 11 horas, seguido pela saída dos alunos. No período da tarde, com a diretora de volta da reunião na SEDUC, sentamos para planejarmos as ações a serem cumpridas e foi-se o dia. Na verdade, me cobro muito porque acompanho diretamente o período da manhã e o da tarde pode ficar defasado. Considere as reuniões para coordenadores neste período, agora, o curso Letras de Luz, e as interpéries inevitáveis. Mesmo tendo duas coordenadoras na unidade, o trabalho não acaba, pois eu atendo as necessidades da EMEI e minha colega, as do CEI. Não é fácil, não! Agora, em que momento poderei analisar os planos de ensino executado pelas professoras com os que estruturamos em reunião na SEDUC, além dos conteúdos que tenho, em particular. Preciso registrar duas atas de HTPC, organizar os dias letivos para caderneta, planilhas para tabulação das fases do desenho e escrita para Conselho de Sala (E o pior, sem computador na EMEI e sem impressora que funcione em casa, assim não dá!). Ainda há os projetos a serem finalizados - SPD (Só por Deus!). E as visitas em sala de aula? Devolutiva dos semanários às professoras? Ufa!

domingo, 11 de abril de 2010

Os Grandes

E falam de negócio.
De escrituras demandas hipotecas
de apólices federais
de vacas paridas
de éguas barganhadas
de café tipo 4 e tipo 7.

Incessantemente falam de negócio.
Contos contos contos de réis saem das bocas,
circulam pela sala em revoada,
forram as paredes, turvam o céu claro,
perturbando meu brinquedo de pedrinhas
que vale muito mais.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Qual a ideal intervenção do coordenador?

Não quero usar mais uma vez o clichê de que o coordenador "apaga incêndios", embora não seja incomum. Acredito que o acompanhamento em sala de aula, a intervenção em determinadas ações, a abordagem de conceitos como a importância do brincar, por exemplo, até é aceita pelo professor, mas nem sempre este apresenta disposição para fazê-lo e, por vezes dispensa maior valor para a alfabetização como pré requisito para a matrícula no primeiro ano, como se a infância, o prazer da ludicidade, não tivesse o mesmo peso. A busca costante de conhecimento emerge da necessidade de persuasão pelo coordenador a fim de conscientizar sobre a necessidade das ações que colaboram com a felicidade e desenvolvimento da criança. FELICIDADE - eis um substantivo imprescindível para o ser humano. Enquanto educador, posso favorecer momentos de prazer infantil, sobretudo se considerar particularidades que nem sempre compreendem esta benesse.
Contudo, deve se ter em mente que a coordenação pedagógica deve sobrepujar mediocridades e melindres, estabelecendo relação de cumplicidade com a equipe docente com vistas a manter a harmonia das relações humanas paralelamente ao fortalecimento da prática pedagógica legitimada pela reciprocidade. Ou seja, necessito enquanto coordenadora, facilitar em todos os aspectos a prática docente, discente, funcional e física. Em contrapartida, receber feedbacks positivos dosando tais relações.