Ó bendito o que semeia livros, livros à mão


cheia... e faz o povo pensar!
O livro caindo n'alma é germe que faz a palma, é


chuva que faz o mar!


Castro Alves


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa FLIC

Óh bendito o que semeia livros
Livros à mão cheia - e faz o povo pensar.
O livro caindo n'alma
É germe que faz a palma
é chuva que faz o mar!

Palavras tão sábias deixadas pelo poeta abolicionista Castro Alves em sua breve passagem pela vida, cuja visão retrata com profundidade e sabedoria a magnitude da essência humana exercida sobre nós, pela literatura. Não são poucos os momentos que nos deparamos sendo dominados pela ânsia de saciar nosso espírito com alimentos que contém substâncias (como diria minha mãe: sustânça!) necessárias ao bom desenvolvimento do intelecto e que proporcionam um prazer infindável.
Somos nós tomados por um êxtase quando revisitamos um livro visto na infância, outro que remeta a uma paixão, a adolescência (lembram-se da Coleção Vagalume? Li vários!). Há aqueles que, devido à edições revistas mudam de capa, textura, espessura do papel - por vezes invocamos que aquela não é a versão original, nos intrigam. Essa relação de amor, paixão, domínio sobre o que se pode e deve-se ler agrega valor sentimental à ação, preenchendo um espaço reservado láááááá no coração, em que inconcientemente, na briga entre mente e coração, atendem à demandas latentes de saciedade sobre algo que necessita ser resolvido. Neste viés, lembro da psicanálise sobre os contos de fadas e da necessidade em se contar fielmente versões originais deste gênero literário e suas implicações sobre o inconsciente, mas isso fica para outro momento.
Enfim, com vistas a despertar e proporcionar momentos de intenso estímulo sobre o binômio educação e cultura, a educação de Caraguatatuba em parceria com a Fundação Cultural mobilizou-se com ações literárias simultâneas ocorridas nas unidades escolares e Teatro Mário Covas que mais uma vez, fez de mim uma pessoa completamente envolvida e apaixonada pela minha profissão.
PARABÉNS À TODOS OS PROFESSORES, EQUIPES GESTORAS, FUNCIONÁRIOS, SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO E CULTURA, SOCIEDADE EM GERAL E EM ESPECIAL, À CRIANÇA, POR QUEM LUTAMOS E ENTREGAMOS ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE NOSSO SUOR, POR UMA FELICIDADE SEM FIM!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

FLIC

Todos estão convocados a participar da Feira Literária de Caraguatatuba.
As ações já estão acontecendo nas escolas, é só conferir!


5ª, 6ª e sábado no Teatro Mário Covas
Vai bombar!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seminário Internacional

Fiquei satisfeita mais uma vez em participar de um evento de qualidade em BH. A propósito, preciso elogiar os mineiros: que povo mais educado e gentil! Amei a cidade, as pessoas são  alegres, cheias de vida. Conheci alguns lugares agradabilíssimos como o Museu do Metal, cuja qualidade e variedade de suportes tecnológicos me surpreenderam. A sonorização do ambiente também foi outro aspecto que me chamou a atenção. Os administradores estão de parabéns! O planetário, ah o planetário! Fiquei com remorso por meus filhos não estarem lá, que espaço rico! Aponta processos ambientais, composições e características dos planetas, enfim... Os murais são lindos! A exposição sobre a biodiversidade, também apresentou uma qualidade invejável! Amei a igrejinha projetada por Oscar Niemeyer decorada com obras de Candido Portinari à beira da lagoa da Pampulha. A emoção é inigualável! Agora, ô lugar para ter ladeiras! As atrações são longe uma das outras o que obriga o uso constante de táxi, o que me incomodou um pouquinho... A universidade FUMEC, local em que participei do seminário também não deixou a desejar. Gostei do dinamismo dos estudantes e às 22h13, hora em que a palestra terminou no dia 12, a rua era uma danceteria ambulante, muita gente e barulho. Achei bonito tanta festa, já que não estou acostumada com isso, ao contrário, estava me tornando anti-social. Enfim, vivi nestes dias algumas aventuras engraçadas, fiz amizade com uma diretora de Brumadinho, gente boa! Amei ainda mais a abordagem reggiana e tão breve possa, viajarei para conferí-la de pertinho. A apresentação musical que as crianças do Balão Vermelho fizeram interpretando os Beatles foi muito linda. Que bom que as crianças podem vivenciar práticas tão maravilhosas. 
Entrada do planetário
Museu do Metal
Observatório de pedras preciosas
Igreja projetada por Oscar Niemeyer com obras de Candido Portinari

Atelierista italiano Lanfranco Bassi e a intérprete
A documentação pedagógica em Reggio Emilia

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reggio Emilia

Falaria coisas que ouvi e algumas que li sobre Loris Malaguzzi, as cem linguagens da criança, enfim. Penso que as imagens traduzem a filosofia educacional em questão e apontam realidades que não são comuns à nossa prática, mas que poderiam ser tomadas como exemplo, por pouco que fosse:

domingo, 31 de julho de 2011

Reggio Emilia

Estou maravilhada com as concepções de autonomia e confiança à criança que representantes das escolas municipais Reggio Chidren apresentou no XVIII Congresso de Educação Infantil -OMEP que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 na Faculdade Anhembi Morumbi. Os palestrantes foram concisos e pontuais relativos à aspectos imprescindíveis na infância. Detalharei mais adiante meu contentamento...

domingo, 24 de julho de 2011

Formação ADIs e professores

Na última quinta e sexta-feiras oferecemos na secretaria da educação a formação para os professores e ADIs  admitidos por concurso público e, no caso dos ADIs, de 300 vagas no concurso, apenas 45 foram aprovados, obrigando a secretaria a continuar com o contrato da maioria. Durante estes dois dias, tratamos de assuntos pertinentes à educação infantil desta rede  pública, a fim de articular ações que favoreçam o atendimento de qualidade. O tempo e a utilização dos espaços (áreas expressivas e cantinhos) - o brincar, a postura ideal do profissional de educação infantil, políticas públicas para a educação, música, movimento, literatura e natureza e sociedade foram explorados de maneira bastante suscinta dados a complexidade e o tempo escasso. O envolvimento foi produtivo, os coordenadores também participaram, bem como alguns representantes da supervisão.
Minha fala baseou-se fundamentalmente na credibilidade que o educador deve transmitir à comunidade escolar e no conhecimento que deve aprimorar constantemente, substanciando sua prática. Nesse viés, fatalmente atribuirá o merecido valor que a educação deve ter, além de apontar a educação infantil como imprescindível à criança, haja visto o que inúmeras pesquisas já apontam: a criança que frequenta a escola neste período da infância, terá mais chance  de ser um profissional de sucesso no futuro, se comparado àquela que não teve a mesma oportunidade. Além disso, saliento que há pouco tempo atrás, mesmo nós professores, ainda mantínhamos a concepção de que não era saudável a família depositar a educação do filho à escola desde cedo, ainda mais se este não tivesse ocupação. Hoje, a creche não atende apenas pais que trabalham. Do que a família ocupa-se durante o período que a criança passa na escola não diz respeito à mim. Minha obrigação é fazer até o impossível para que a criança que está sobre minha responsabilidade desenvolva-se integralmente. O que devo ter em mente é que a relação saudável que estabeçeço com a família apenas contribui com o meu trabalho. Rosto sisudo, mal humor, reclamações constantes no momento da saída são aspectos que distanciam o pai da escola e, consequentemente, um possível vínculo que certamente refletiria em ganho tanto para a escola, como para a criança, que é o motivo de nossa profissão. É sabido que a família necessita ter o elo estruturado, pois sabemos que o amor, o carinho e o cuidado são imprescindíveis à criança. Enfim, concluímos esta formação satisfeitíssimas e esperançosas de que tais concepções surtam efeito na escola e que, acima de tudo, o carinho, o tato, o respeito à expressividade infantil sejam enfatizados como uma premissa.

sábado, 9 de julho de 2011

Música I

O tema MÚSICA, abordado com quatro turmas na formação foi efusivamente explorado com o objetivo de apontar os benefícios recorrentes do trabalho com intencionalidade. Planejar uma aula de Música tendo-a como foco, respeitando a matriz curricular demanda um certo trabalho, uma vez que a prática pedagógica mais comum é cantar rotineiramente musiquinhas escolares, às vezes acompanhadas por gestos, em datas comemorativas ou outro. Mas, abordar a Música segundo aspectos reflexivos inerentes à este eixo, apresentando cantores, compositores, música clássica, instrumentos musicais (inclusive até confeccionando-os), envolver a família/comunidade, levantando possíveis músicos, convidando-os a apresentarem-se em sala de aula, não é tão comum. Esta prática, é considerada por mim como inovadora, tendo em vista não ser usual. Além disso tudo, há de se lembrar também que mensagens contidas nas letras também devem ser observadas pelo professor, analisando a forma adequada de exploração com as crianças, evitando enfatizar estereótipos, preconceitos ou algo do gênero.
O fato é que recebemos durante as formações, o músico Ed, filho de minha colega formadora, que engrandeceu tais momentos.
Como atividade complementar, solicitamos a três turmas que construíssem um caderno de música, nos moldes do que confeccionávamos no antigo magistério (que saudades!), que, além de condensar músicas em um único recurso, ainda serviria de instrumento de curiosidade e consequentemente de aprendizado às crianças. Fiquei tão feliz com o resultado que resolvi postar alguns neste espaço. Não sou demagoga, portanto posso afirmar que me surpreendi com alguns professores que, considerados um tanto quanto resistentes, também elaboraram à sua forma, os cadernos. Parabéns à todos, sem exceção. Não considero o termo resistente neste caso, como sendo pejorativo/negativo e sim, que dependendo da situação, preferem permanecer na zona de conforto, pensando que poderiam já, ter vivido muitas situações não muito agradáveis. Não é que devagarzinho as coisas vão se ajeitando?
Espero ser compreendida ao ousar postar alguns dos resultados, pois são muito satisfatórios para mim, enquanto formadora. Mais uma vez, parabéns à todos os professores!
Alguns cadernos estão completos, outros ainda precisam de mais músicas, mas, a dedicação ao preparar alguns detalhes, imprimiu uma marca feliz! Até eu construí um caderno, e teve gente que não acreditou que eu mesma tivesse feito, uma vez que não domino técnicas artísticas. A vontade me motivou a aprender alguma coisa.

sábado, 18 de junho de 2011

Minha cabeça anda quente com tanta informação e conhecimento que tenho buscado para fundamentar minha prática. Mas, quanto mais estudo, mais percebo que não sei nada. Que sensação de impotência! Tenho vontade de ler tudo ao mesmo tempo, que loucura! Encontrei um site para troca de livros superinteressante que tem como finalidade, contribuir com a expansão da leitura. Você se cadastra, cadastra seus livros que já tenham lhe acrescentado conhecimentos e, assim que alguém solicitar um livro seu, automaticamente você tem direito a um livro de sua escolha. Já recebi três livros gratuitamente pelo Livralivro após ter enviado três. Somente paguei para enviar os meus às pessoas que me solicitaram. O melhor é que a postagem nos Correios para livros é mais acessível (registro módico).
Vale a pena conferir: http://www.livralivro.com.br/ pois, como disse Cecília Meireles

A literatura não é um passatempo.
É uma nutrição.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Faz de conta

Realmente o conhecimento relativo a infância me encanta. Gostar de ler e ser paga para isso, posso reclamar? Motivada pela necessidade em ler para obter conhecimento com vistas a multiplicá-lo subsidiando sua aplicabilidade, fui envolvida pela essência literária no que concerne à psicanálise. Inicialmente minha colega formadora-ponta-firme foi expressando suas impressões extraídas do livro  A psicanálise dos contos de fadas de Bruno Betelheim. Quanta frustração, minha fantasia infantil foi murchando e o que mais me revoltou e ao mesmo tempo aguçou minha curiosidade foi a simbologia e ideologia contida nos contos de fadas, obviamente. Em dado momento expressarei alguns exemplos, mas neste, afirmo com convicção que não somente enquanto pais, mas profissionais da infância, necessitamos ampliar a qualidade literária, contando versões mais ricas e, senão originais, pelo menos mais detalhadas e recontadas por escritores de renome como Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Tatiana Belinky e tantos outros. Enfim...
Analisando minha dedicação literária com meus filhos, comecei apurar meu olhar. Lembrando que minha filha tinha um vestido da Branca de Neve que eu havia comprado para que brincasse no carnaval da escola (coisa que nunca me chamou a atenção, entretanto neste ano, tive o olhar de diversão infantil e não em relação à origem carnavalesca), precisava aproveitá-lo antes que não servisse mais nela. Então, convidei-a para brincar: coloquei um CD de música infantil, ela vestiu seu vestido de princesa, calçou sua sapatilha, pediu-me que me caracterizasse também sendo que prontamente o fiz com apetrechos como echarpes brilhantes, bijouterias, maquiagem (ela me maquiou). Então, juntamos todos os brinquedos e objetos de princesa e ela imaginou uma loja. Eu, como a Chapeuzinho Vermelho estava passeando pela floresta quando, fugindo do lobo, entrei em sua lojinha ficando extasiada com tantos objetos lindos, e até comprando alguns. Travamos um bate-papo e a hora passou. Então, ela, a Branca de Neve, ligou para minha mãe (da Chapeuzinho Vermelho) avisando que eu chegaria mais tarde e que ela não se preocupasse. Troquei de CD, colocando a história da Cinderela, narrada por Silvio Santos. Minha filha interrompeu a narração dizendo que na história que conhecia não havia alguns dos personagens que Silvio citava. Como o objeto-símbolo da história de Cinderela é um sapatinho de salto, assim o fizemos. A Michele preferiu que eu fosse a Cinderela, então, novamente mudei o CD, colocando uma coletânea de músicas de vários países, que acompanhou a Revista Nova Escola em algum lugar do passado. Chamei meu filho para simular o príncipe, pensando que ele não aceitaria a brincadeira (já é adolescente). Fiquei surpresa pois no momento de receber a Cinderela em sua festa, o Marlon imitou um gesto do príncipe que eu já conhecia, mas que nunca tinha me chamado a atenção, o de ajoelhar e beijar a mão da princesa, veja só! Então, no momento do baile, a música que tocava era justamente uma música indígena, deixando o baile foi engraçadíssimo, visto que imitamos dança indígena e não uma valsa, como manda a tradição. Quando deu meia-noite, eu, Cinderela e Branca de Neve saímos às pressas do baile e descemos a escada da sala de nossa casa, como se fosse do castelo. Deixei o sapatinho no início da escada e o príncipe veio correndo e não nos alcançando, pegou um calçado chamando por Cinderela. Quando eu e minha filha olhamos para o topo da escada, demos muita gargalhada: ele segurava um tênis. Foi muito engraçado!
Ao final, nos abraçamos satisfeitos pela fantasia vivida e além disso, nosso elo foi fortalecido. Então, agradeço muito a Deus pelos meus filhos, tesouros da minha vida!
Espero que você professor, seja contagiado pela essência da criança e, que neste dia 28 de maio, nesta semana, promova ações que incentivem a fantasia, o faz de conta, a criatividade, pois, certamente deixará marcas na vida de seus alunos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Arte esculpida

Adorei descobrir que Ivan Cruz também é escultor e o melhor, trata o mesmo tema, BRINCADEIRAS DE INFÂNCIA, vejam que lindas, assim como as pinturas:

                          
            Telefone de lata                                Pulando amarelinha                 Arapuca

                                
      Rodando pião                                                  Bambolê                          Bilboquê

                    
                  Ciranda                                          Carcunda                            Currupio

                                                                
                   Soltando pipa                                      Pé de lata                      Pulando carniça

                                         
              Puxando carrinho de lata                           Perna de pau                Pulando corda