Ó bendito o que semeia livros, livros à mão


cheia... e faz o povo pensar!
O livro caindo n'alma é germe que faz a palma, é


chuva que faz o mar!


Castro Alves


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Débora

Veio ao mundo em 1976;
Formada em Magistério e Pedagogia;
Pós-graduanda em Ética, Valores e Cidadania na escola - USP;
Separada;
Professora Adjunto II, Professora de Educação Infantil;
Coordenadora de Formação para professores de Educação Infantil;
Não pinta;
Não borda;
Gostaria de manter o peso comendo chocolate;
Tem dois filhos;
Acha que não tem TPM;
Filha única entre dois irmãos;
Tem muita fé;
Tem o dom de causar polêmicas;
É independente;
Adora regras;
Quer viajar para a Itália;
Tem senso de humor;
Está em processo de metamorfose;
Nasceu mais pra mandar que ser mandada;
Sabe o que quer;
Dúvida: não é com ela;
Não fala palavrão;
Tenta não falar pelos cotovelos;
Adora seus quatro cachorros;
Não acumula coisas - só livros;
Odeia pagode, axé e sertaneja;

Hobby: dança do ventre;
Gosta de ouvir rock, reggae, MPB, gospel;

Detesta serviço doméstico;
Adora almoçar fora;
Não sabe bajular;
Fala sozinha;
Fala com coisas;
Fala com Deus;
Dirige porque não tem um motorista;
Serve de motorista para os filhos;
Queria ser rica - só um pouquinho;
Não tem ciúmes;
Não é dependente do celular;
Já xingou muito a internet discada;
Usou roupa preta na adolescência;
Detesta cigarro;
Nunca usou drogas (consideradas drogas);
Não bebe nada;
Fez uma tatuagem com 14 anos;
Pensa em refazê-la;
Tem um pai que é nota 1000!
Tem uma mãe que faz bem feito tudo que quer fazer;
Foi apaixonada por surf embora nem saiba nadar;
Sente-se frustrada por não dar conta de tanta coisa;
Procura ter paciência com gente lerda;

Tem muita conta pra pagar;
Precisa gastar menos;
Paga mais pelo bom atendimento;

Adora presentear - precisa praticar mais;
Adora viajar - está aprendendo;
Odeia gente que quer tirar vantagem;
Acredita que o sol nasce para todos;
Chora pouco;
Defende seu ponto de vista;
Gosta de gente folgada bem longe;
Está na melhor fase de sua vida;
Não gostaria de voltar no tempo;
Não deseja o mal para ninguém;
Vive feliz, exatamente como é!
Espera resolver algumas pendências;
Ama a Deus!
Ama seus filhos!
Ama seus pais!
Ama seus irmãos e sobrinho!
Ama a infância!
Ama a VIDA!
 By Panelaterapia

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aprender a Ser



A detecção de movimentos desarticulados na ação pedagógica inerentes à rotina escolar leva o educador atento, junto à equipe gestora, a buscar soluções que foram mapeadas como necessárias à reformulação. Um ponto nevrálgico na maioria das unidades escolares que atendem uma demanda considerável de alunos da rede pública é o horário do recreio. Quem nunca teve problemas em articular horários, utilização dos espaços, adequação à quantidade de salas e integração de faixas etárias? O momento do recreio contempla na maioria das vezes, o momento da alimentação e da recreação, orientada ou não. Em nossa unidade não foi diferente, embora a quantidade de alunos por turma não fosse elevada, como em tantas outras. Percebemos que durante este momento as crianças ficavam agitadas, comiam às pressas e saíam correndo para o "abraço". O inspetor ficava um tanto quanto frustrado com tantas crianças e suas necessidades em extravasar sua energia acumulada em sala de aula, especialmente diante daquele professor que resistia em dinamizar sua aula, aspecto que também não passava em branco por mim, enquanto coordenadora. O fato é que tal situação já havia sido debatida em HTPC, abordada por mim e pela diretora e era uma situação que incomodava à todos. Mobilização: Como fazer para melhorar a recreação sem comprometer o momento que deve ser tranquilo para alimentação, evitando o desperdício, desenvolvendo atitudes apropriadas à mesa, bem como receber o acompanhamento do educador, com olhos atentos à sua turma, atuando diretamente sobre a necessidade momentânea? Como proporcionar à criança um momento de desgaste de energia sem, contudo, deixar de oferecer qualidade de atendimento à infância, já que o brincar é a essência infantil? Enfim, chegou a hora de ajustar-se os ponteiros: tivemos que desestruturar o encontro de professores durante este horário. Obviamente tal ação provocou um certo desconforto, não só em mim, como também nos professores. O horário de recreio é aquele em que, como professores, falamos de nossas ações, dos alunos, dos filhos, da coordenadora e diretora - não é gostoso? O fato é que eu tinha um lema em nossa escola: FAZER A CRIANÇA FELIZ!, e, neste caso, precisava assegurá-lo. Fazer a criança feliz implica instituir algumas regras para melhorar o atendimento, reorganizar espaços e horários, remanejar funcionários de acordo com o perfil, polemizar a zona de conforto, que neste caso, era fragmentar o horário de recreio, para que o professor acompanhasse sua turma durante a alimentação, orientando-a, garantindo a tranquilidade para tal momento. Houve uma adequação sugerida por uma professora: que se trocasse o uso da colher por garfo e faca, o que foi aceito de imediato. Após o término da alimentação, a professora descansaria por quinze minutos, momento em que o inspetor faria atividade dirigida com as crianças. Pronto! Estava reorganizado nosso recreio, o que foi uma conquista para todos: o desperdício desapareceu, as crianças tiveram momento de escuta de maneira mais intensa dada a quantidade menor de crianças, as atividades recreativas foram prazerosas, solidificando o desenvolvimento autônomo, motor, linguístico, nutricional, estreitando relações entre as crianças e adultos.


Nossa tarefa é mudar os nossos pensamentos limitadores para poder elaborar novos e melhores planos que nos permitam ver a vida em sua dimensão real.

Alfredo Diez

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seminário Internacional

Fiquei satisfeita mais uma vez em participar de um evento de qualidade em BH. A propósito, preciso elogiar os mineiros: que povo mais educado e gentil! Amei a cidade, as pessoas são  alegres, cheias de vida. Conheci alguns lugares agradabilíssimos como o Museu do Metal, cuja qualidade e variedade de suportes tecnológicos me surpreenderam. A sonorização do ambiente também foi outro aspecto que me chamou a atenção. Os administradores estão de parabéns! O planetário, ah o planetário! Fiquei com remorso por meus filhos não estarem lá, que espaço rico! Aponta processos ambientais, composições e características dos planetas, enfim... Os murais são lindos! A exposição sobre a biodiversidade, também apresentou uma qualidade invejável! Amei a igrejinha projetada por Oscar Niemeyer decorada com obras de Candido Portinari à beira da lagoa da Pampulha. A emoção é inigualável! Agora, ô lugar para ter ladeiras! As atrações são longe uma das outras o que obriga o uso constante de táxi, o que me incomodou um pouquinho... A universidade FUMEC, local em que participei do seminário também não deixou a desejar. Gostei do dinamismo dos estudantes e às 22h13, hora em que a palestra terminou no dia 12, a rua era uma danceteria ambulante, muita gente e barulho. Achei bonito tanta festa, já que não estou acostumada com isso, ao contrário, estava me tornando anti-social. Enfim, vivi nestes dias algumas aventuras engraçadas, fiz amizade com uma diretora de Brumadinho, gente boa! Amei ainda mais a abordagem reggiana e tão breve possa, viajarei para conferí-la de pertinho. A apresentação musical que as crianças do Balão Vermelho fizeram interpretando os Beatles foi muito linda. Que bom que as crianças podem vivenciar práticas tão maravilhosas. 
Entrada do planetário
Museu do Metal
Observatório de pedras preciosas
Igreja projetada por Oscar Niemeyer com obras de Candido Portinari

Atelierista italiano Lanfranco Bassi e a intérprete
A documentação pedagógica em Reggio Emilia

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quando vi, já era...

A imaturidade muitas vezes destina nossa vida e profissão de maneira acertiva, ou não. Cabe a cada um intervir no próprio caminho buscando rotas alternativas a fim de contornar situações acidentais, fortalecendo a fé naquilo que se almeja alcançar. Por quê muitas pessoas desistem quando deparam-se com pedras, mesmo as mais pequenas? Porque são fracas? Porque a vida é injusta com elas? Será Deus um ser impiedoso? Há uma meta a ser atingida em sua vida? Ponto positivo. Estoy haciendo juicios de valor? Apenas reflito sobre o motivo para que a parte da humanidade atendida assistencialmente seja diferente perante a lei. A Carta Magna que rege nossas ações e atitudes apregoa em seu 5º artigo que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...". A humildade com que construo esta análise cede espaço a um pensamento próprio que me permite questionar: somos todos iguais - isso está posto pelas letras. Há igualdade entre seres que em situações extremas de sobrevivência apontam dedicação, iniciativa, sacrifício, abnegação, estímulo, persistência, motivação contrapondo tais características substantivas à pessoas supostamente iguais? Nosso contexto social tem transparecido a referida circunstância? A inversão de valores supostamente denota-se como contraponto ao artigo quinto. Não, quinto dos infernos seria conceder abertura à intriga da oposição. Minha análise está fundamentada em uma experiência pessoal e agora intolerante em relação à necessidades de mão de obra. Tenho conversado sobre e há unanimidade quase que plena, pois a comodidade de infinitas possibilidades para  recebimentos assistenciais/governamentais acomodam por exemplo, boa parte de possíveis secretárias do lar, a se submeterem, como todos em seus postos profissionais, independente do escalão, a assimirem éticamente tal responsabilidade. Sua pseudo-sobrevivência está garantida pelas pseudo-ajudas ao passo que, nosso representante, o senhor Estado, administra utilizando nosso capital, o financiamento de tais proposituras, já que os impotos retidos em nossa fonte não são opcionais. O que fazer então? Simplesmente deixar rolar, amigo? Como posso atribuir certeza a tão polêmica questão? O fato é que, graças a Deus, para efeito de psedo-dignidade, quando vi, já era. Aconteceu como o meu casamento. Quando vi, já estava casada. Quando vi, já era professora.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reggio Emilia

Falaria coisas que ouvi e algumas que li sobre Loris Malaguzzi, as cem linguagens da criança, enfim. Penso que as imagens traduzem a filosofia educacional em questão e apontam realidades que não são comuns à nossa prática, mas que poderiam ser tomadas como exemplo, por pouco que fosse:

domingo, 31 de julho de 2011

Reggio Emilia

Estou maravilhada com as concepções de autonomia e confiança à criança que representantes das escolas municipais Reggio Chidren apresentou no XVIII Congresso de Educação Infantil -OMEP que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 na Faculdade Anhembi Morumbi. Os palestrantes foram concisos e pontuais relativos à aspectos imprescindíveis na infância. Detalharei mais adiante meu contentamento...