Ó bendito o que semeia livros, livros à mão


cheia... e faz o povo pensar!
O livro caindo n'alma é germe que faz a palma, é


chuva que faz o mar!


Castro Alves


sábado, 8 de janeiro de 2011

Registros do coordenador

Há tempos eu tento anexar documentações que utilizo no dia a dia. Porém, mesmo tendo buscado faltou tempo. Não consegui resposta sobre como anexar arquivos neste espaço, pois mesmo nos arquivos ao lado, há limite para exposição. Encontrei portanto, como alternativa, o scanner. Quem não tem cão, caça com gato...

1. Registro de acompanhamento pelo coordenador
Pessoal envolvido: Coordenador e professor



 Utilizo este documento para formalizar as visitas em sala. Este é padrão da Secretaria da Educação.

 2. Organização do próprio trabalho (coordenador)
Pessoal envolvido: Coordenador e diretor (quando há efetiva participação, o supervisor também está envlovido)
O calendário seguinte norteou meu planejamento das reuniões de HTPC. Houve reunião apenas um dia na semana (tarde e noite) então, separei todas as 2ªs feira e montei os meses do ano. Note que dediquei dias para formação, organização de eventos e documentações e prováveis interpéries. Solicitei a participação dos professores em enquete feita sobre quais temas tinham interesse em abordar e eis o calendário. Ah, a característica de um planejamento foi considerada: flexibilidade. Nem todos os temas planejados foram cumpridos e um, por exemplo que senti necessidade foi inserido: Limites na infância.

3. Informação do desenvolvimento do aluno à família
Pessoal envolvido: Família, professor e coordenador

Julgamos importante estabelecer um canal mais completo entre escola e família sobre o desenvolvimento do aluno, utilizando o boletim como recurso. Pessoalmente, este ano eu simplificaria um pouco, tive a impressão que o preenchimento do boletim ficou um pouco automático. O aluno que apontou apropriação do conhecimento recebeu SIM em todos os ítens e o contrário, praticamente recebeu NÃO em quase em todos estes mesmos ítens. O que valeu foi o espaço para observação. Outro aspecto foi que, diferenciando do que estava acostumada na EMEF, imprimi o boletim apenas para o semestre, ou seja, no segundo tive que fazê-lo novamente e, para efeito de acompanhamento pelos pais, quem não guardou o boletim anterior não sequenciou o desenvolvimento do filho. Portanto, faria um boletim anual. Na EMEI os boletins foram preenchidos apenas no final do semestre e não bimestralmente como de costume (as professoras me matariam se inicialmente eu solicitasse assim). Para este ano, solicitarei que seja feito desta maneira a fim de acompanhar em menor espaço de tempo além de não entregar ao responsável para levar embora e sim, assinar no dia da reunião).
Esta é a capa. Ficou como um caderno pequeno. A folha A4 dobrada sendo que, para que o aluno fosse envolvido no processo, deixamos um espaço na frente para que desenhasse. Teve professora que, com a maior paciência e comprometimento deixou o aluno desenhar. Outra já fez uma colagem fora com intuito de decorar a capa sendo que os alunos tinham consciência da finalidade desta atividade. Já outra, apenas imprimiu um desenho colorido e colou por conta própria na capa. É, a educação dá trabalho...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

...

O fato de não ter horário a cumprir é imprescindível para o descanso. Mesmo assim, se eu não estabelecer metas, tenho a impressão de que não estou aproveitando o tempo. Considero a necessidade de certa dose de ócio, mas não posso abusar. O relógio não espera e a responsabilidade chama. Devido à correria de fim de ano letivo (festa de natal, formatura, boletim informativo) e o clima de festas que paira no ar desviando nosso pensamento para as compras de presentes aos amigos secretos da vida, almoços e lógico, investir um pouquinho de dindin em futilidades, meu trabalho como devolutivas, atas, registros, organização logística de trâmites escolares foi prejudicado em sua pontualidade. Portanto, necessariamente tenho colocado em dia, em doses homeopáticas (esse termo já me rendeu dor de cabeça sobre a prática em sala de aula), tais documentações. Contudo tenho descansado, curtido algumas práticas pedagógicas, pensamentos um tanto quanto atrevidos (sem maldade p.f.) e aspirações profissionais. Aguardo este ano com esperança de que seja melhor que os anteriores para pessoas bem próximas a mim. Enfim... preciso investir em meu conhecimento sobre este espaço uma vez que não sei postar planilha, foto ou outro tipo de postagem. Vou melhorar! 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Motivação II

Iniciado com um coffee break, o grupo Querubim, coral de qualidade (é importante destacar) cantou algumas músicas. Foram aplaudidos de pé pelos professores. O video sobre a educação de Caraguá destacou o atendimento de qualidade que temos nos esforçado para alcançar. No caso das creches, só fiquei enciumada por aparecer sempre a mesma, embora tenham outras que também superam os quesitos de qualidade. Posso puxar sardinha para a creche em que trabalho, pois SEGURAMENTE o binômio educar/cuidar apontam resultados positivos. Seria talvez a localização o motivo de não ser lembrada nas apresentações? Fica registrada a crítica. Pois bem. A professora Emilia Cipriano animou os professores com tantas parábolas cotidianas, mostrando dominar a prática docente, acertando o alvo: a esperança, escondida lá no fundo, no fundinho do coração. Como afirmado na postagem anterior, estávamos desanimados em ouvir tanta asneira, tantos palestrantes que não prenchiam a necessidade, suas palavras não iam ao encontro da real necessidade docente: a motivação a se ter esperança que muito ainda tem a ser feito pela educação e nós, professores, somos essenciais nesse processo. Não com o objetivo recompensatório, beneficente, sacerdotal ou como legado (e porque não?), mas pensando na oportunidade que pode ser, quem sabe, a única na vida de uma criança. Pode parecer romântico, entretanto o foco são elas, não há fuga. Finalizando a palestra que, pasmem, acabou quase às 23h e poucos os que foram embora mais cedo, foi exibido um video relatando o trabalho em equipe e a importância do envolvimento individual, a síntese expressa em palavras pelo público sendo que a palestrante construiu um texto coletivo com as mesmas recebendo  reconhecimento dos mestres que formam a rede de educação de nosso município. Parabéns à equipe de supervisores, secretários, assistentes e tantos outros que colaboraram nos bastidores.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Motivação

A palavra de ordem do momento em minha vida profissional é cansaço. Me incomoda  de certa forma assumir isso por não querer parecer uma pessoa que possui o hábito de reclamar. Preciso tomar cuidado com isso. Mas, enfim... Ontem as equipes gestoras participaram de uma reunião na Secretaria da Educação com a professora Emilia Cipriano e professor Cláudio Sanches. Confesso que, inicialmente apontava muita desconfiança do tipo: não será mais uma a tentar engabelar os educadores (tão cansados de sofrer) de nossa rede? Pois não é que ela surpreendeu? A provocação lançada por ela foi: Você está disposto a correr riscos pela educação? Ao final foi nos solicitado que, em grupo, apresentássemos os melhores acontecimentos ocorridos na educação de Caraguá por meio de música, mímica, dramatização ou outro. As equipes listaram praticamente as mesmas coisas: o Projeto Brincar e Aprender (verba recebida pelos Centros de Educação Infantil e E.M.E.I.'s para melhorarem seus "cantinhos" e áreas já que não era prática receberem verba do FNDE e apenas 200 reais para pequenos reparos, portanto, o pouco que arrecadávamos destinava-se ao pedagógico porém não era o suficiente), transporte escolar adequado, a estruturação do CRIE (prédio adequado ao atendimento por especialistas, de crianças portadoras de necessidades educativas especiais, melhoria do cardápio na alimentação escolar (tenho comigo algumas ressalvas), aumento do índice de aproveitamento escolar, a progressão funcional (esta foi unânime), além de outros. A apresentação mais engraçada foi o Roda Viva: simularam a secretária da educação sendo entrevistada. A própria secretária reconheceu o humor e salientou que tinha rascunhado uma lista de ações e que poderia descartá-la, pois as equipes as identificaram, o que foi gratificante para ela. Ou seja, como foi solicitado a descrição das conquistas deste ano, não houve (ou houveram - na dúvida preferi garantir as duas conjugações) pontos negativos. Saímos da reunião até esperançosos, talvez. O fato é que a palestra da noite foi show, mas a abordarei na postagem de amanhã.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

KIT DE SOBREVIVÊNCIA PARA O DIA A DIA

VARA DE PESCAR: Para lembrar-nos de pescar as boas qualidades das pessoas.

BAND-AID: Para lembrar-nos de curar sentimentos magoados, nossos ou dos outros.

ELÁSTICO: Para lembrar-nos de sermos flexíveis. As coisas nem sempre acontecem do jeito que queremos, mas no final dão certo.

LÁPIS: Para lembrar-nos de escrevermos as nossas bênçãos e favores recebidos todos os dias.

APAGADOR: Para lembrar-nos de que todos nós erramos e tudo bem.

CHICLETES: Para lembrar-nos que se nos esticarmos, podemos realizar qualquer coisa.

COFRE: Para lembrar-nos de que Nós valemos uma fortuna para nossas famílias e amigos.

BATOM: Para lembrar-nos de que todos precisam de um beijo e um abraço diariamente.

SAQUINHO DE CHÁ: Para lembrar-nos de relaxar diariamente e repassarmos a nossa lista de bênçãos e favores.

PARA O MUNDO TALVEZ SEJAMOS APENAS ALGUÉM...

MAS PARA ALGUÉM PODEMOS SER O MUNDO!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia do Professor

Sei que o dia do professor já passou, mas quero registrar a singela comemoração feita em homenagem à estes profissionais essenciais para o país. Tradicionalmente a referida comemoração em nossa escola trata-se de um jantar com música ao vivo. Considerando que todos os funcionários estão envolvidos com educação e, na falta do professor, quem assume de imediato a responsabilidade sobre as crianças é algum deles, homenageamos a todos (já fui mais criteriosa em relação à isso mas ponderei a situação). Então, após o jantar, o povo cai na dança e diverte-se a vontade. O fato é que a popularização deste tipo de homenagem, a meu ver, é muito superficial e não atende às espectativas de todos, dadas as devidas particularidades culturais. Não assumo aqui qualquer preconceito quanto à formação, entretanto, é notável que quanto mais nos capacitamos, mais seletistas ficamos. Neste caso, antes mesmo da festa ficar animada, alguns se retiravam à francesa. Como sempre há festa para os funcionários (Páscoa, Julina, Professor) a fim de motivar a equipe, mudamos o foco nesta. Resolvemos oportunizar uma "festa cultural", uma sessão cinema. Não é que deu certo? Obviamente, também não atendeu à todos, mesmo porque, sofremos resistência por integrante da equipe gestora que não se empenhou tanto quanto das outras vezes. Mesmo assim, foi um sucesso! Assistimos o filme O clube do Imperador, em que o professor de um tradicional colégio interno tenta moldar a personalidade dos alunos até receber um que não se encaixa neste molde. Percebendo que apesar de alguns poucos avanços, não consegue mudar o caráter do aluno, o professor entra em conflito interno. Muitas vezes, nós, professores buscamos compreender o motivo de determinado aluno não atender às expectativas educacionais, fazendo uma análise sobre o próprio trabalho/atuação, o que causa frustração. A maneira mais cômoda é acusar a família pela problema. Considero que a família desenvolve um papel fundamental no aperfeiçoamento do caráter, assim como a escola, os amigos e o trabalho. O filme mostra bem isso: só a escola, não tem força para mudar sozinha o caráter do ser humano. Concluo que por melhor que seja a escola ou o professor, o caráter e a personalidade são moldados pelo “berço” dado pelas famílias e no decorrer da vida. Os meios podem interferir, ficando a critério próprio a escolha sobre o caminho a seguir, porém, ficam na lembrança os exemplos, bons ou ruins, que recebemos de nossos pais.
Ou seja, a homemagem foi uma reflexão sobre a atuação profissional e a apropriação sobre o valor desta profissão. Os educadores apontaram total satisfação em participar, ficando até o final, saboreando guloseimas e recebendo um mimo como lembrança. A ansiedade e insegurança sobre aceitação por este tipo de comemoração foram superadas, graças a Deus! O que não vale é ficar preso à mesmices, com medo de ousar, deixando de oferecer outras vivências à equipe. Conforme as situações, lançaremos mão de homenagens que divirtam, motivem e favoreçam a reflexão.

UM GRANDE PROFESSOR TEM POUCO A REGISTRAR. SUA VIDA SE PROLONGA EM OUTRAS. ESSES HOMENS SÃO OS PILARES DE NOSSAS ESCOLAS, MAIS ESSENCIAIS QUE SEUS TIJOLOS E VIGAS E CONTINUARÃO A SER A CENTELHA E A REVELAÇÃO EM NOSSAS VIDAS.
O clube do Imperador